quarta-feira, 2 de agosto de 2023


Dr. Alipio Veiga

Psicologia Clínica Comportamental

Apresentação

Atendimento Clínico Psicológico

 

O principal objetivo do atendimento psicológico é auxiliar e orientar o cliente na resolução de seus problemas por meio de sua capacitação emocional e intelectual. Em outras palavras, habilitar o cliente a solucionar o lhe incomoda a partir da identificação das influências do ambiente, da análise de sua personalidade, do reconhecimento das emoções e do resgate de suas experiências de vida.

 

O atendimento é realizado num contexto confidencial, no qual a pessoa pode falar sobre qualquer tema que a incomoda, ou sobre o qual tenha dúvidas, com toda a liberdade e segurança.

 

Nas consultas será possível:

- Orientar na busca de respostas às necessidades do cliente.

- Identificar, escutar e acolher as preocupações, promovendo o bem-estar emociaonal.

- Detectar dificuldades comunicacionais e/ou relacionais com a família ou com pessoas de seu relacionamento pessoal e profissional

- Ajudar a pessoa a desenvolver estratégias que permitam superar as dificuldades.

- Ajudar a tomar decisões.

- Transmitir informação personalizada com base em estudos científicos.

- Promover o desenvolvimento de competências sociais.

- Orientar ações que promovam o autoconhecimento e a autonomia, contribuindo para o desenvolvimento pessoal.

- Encaminhar para outros apoios especializados, quando necessário.

 

As sessões duram normalmente 50 minutos e têm uma frequência semanal, a qual pode ser alterada com o decorrer do tempo. A proposta da duração do tratamento é apresentada previamente ao cliente, podendo, no entanto, ser reavaliada e continuada, em caso de necessidade.

 

O atendimento tem garantia do sigilo do que é dito durante o atendimento e está sob o controle de ambos os participantes, psicólogo e cliente. Nas seções on-line são utilizados aplicativos (plataforma de comunicação) com criptografia de dados. No atendimento on-line o ambiente, tanto da parte do psicólogo como do cliente, deve ser livre de ruídos e interrupções por outras pessoas.

                                                                                                                                    www.alipioveiga.com                                         

quinta-feira, 6 de junho de 2019

NOSSOS ÍDOLOS JÁ NÃO SÃO OS MESMOS; E AS APARÊNCIAS ENGANAM SIM.


Talvez poucos reconheçam a origem da frase usada no título deste artigo. Durante muitos anos ouvimos a música de Belchior nas rádios dizendo que ainda éramos os mesmos e vivíamos como nossos pais. Parece que a Internet e o Marketing Digital vieram para mudar essa regra.

Já se passaram muitos anos desde que, lá pelos anos 2000, fui convidado a assistir a uma palestra de um sujeito que supostamente iria falar sobre a qualidade dos serviços. Daquela noite me recordo de apenas duas coisas, do excelente músico tocando saxofone enquanto as pessoas entravam no auditório, e do palestrante gastando metade do tempo da apresentação em uma explicação detalhada sobre como se limpar com qualidade usando o papel higiênico.

A plateia dava gargalhadas e mais gargalhadas contagiando até mesmo os que não achavam graça da demonstração escatológica usada para exemplificar controle de qualidade dos serviços. Essa foi, talvez, a primeira vez em que me perguntei se um palestrante devia focar em entregar o que os ouvintes desejavam ouvir ou no que precisavam aprender.

Senti-me seguro de que havia escolhido certo ao optar pela carreira de pesquisador e fazer um doutorado. Também percebi que dificilmente falaria para públicos grandes, já que poucos seriam os que teriam consciência do que realmente precisavam ouvir.

Hoje vejo-me novamente apreciando situação semelhante, desta feita nas redes sociais e em estratégias de Marketing Digital. Nunca me pareceu tão verdadeiras as palavras de Umberto Eco ao afirmar que “as redes sociais deram voz a uma legião de imbecis”.

Longe de querer criticar as novas tecnologias, confesso ser usuário aficionado. Atualmente estou em um ano sabático e, ainda que não tenha sido exatamente planejado, vejo-me tendo experiências que jamais as haveria de ter se permanecesse acomodado em minha sala de doutor recebendo meus orientandos. Diferente de outros colegas que saem em viagens de autoconhecimento ou ainda optam por fazer cursos de aperfeiçoamento, usei essa oportunidade para mudar de país, escrever e entrar de cabeça no uso das redes sociais.

Na luta diária pelos “likes”, seguidores e novos inscritos, percebi que as redes sociais têm similaridade com aquele palestrante que falava, literalmente, merda. As métricas de audiência e engajamento são proporcionalmente maiores quando o conteúdo é de qualidade, no mínimo, duvidosa. Não se trata de mera opinião, mas sim resultado de testes, análise e metodologia de pesquisa-ação. Os meus seguidores no Instagram e inscritos no canal do YouTube estão acompanhando essas experiências.

O Marketing Digital é uma realidade que veio para ficar. Qualquer empreendimento que queira se manter e alcançar os resultados esperados, não pode prescindir das estratégias de engajamento digital. A Internet não substituiu outros veículos tradicionais, mas passou a ser o centro nervoso de todo o sistema de mídia e comunicação. Porém, como dizia Zygmunt Bauman, “as redes sociais são uma armadilha”. Para o autor da ideia de modernidade líquida, a questão está na facilidade com que as amizades vêm e vão. Basta um clic do mouse para seguir, deixar de seguir, bloquear, replicar notícias falsas, terminar um relacionamento ou comprar de outra loja.

Você, leitor, pode estar agora a me perguntar: por que é que nossos ídolos já não são os mesmos? A resposta é simples: Hoje em dia qualquer “zé-mané” falando bobagens, com muitos seguidores digitais, pode ser artista, coaching, guru, mentor, mestre, filósofo e, até mesmo, presidente.

(Alipio Veiga, 2019)

segunda-feira, 29 de abril de 2019

ODEIO MEU EMPREGO, E A CULPA É DO PATRÃO!

Faz alguns dias fui jantar com um casal de amigos e parte da conversa girou em torno do sentimento de aversão que muitos funcionários desenvolvem em relação à empresa que trabalham. Ainda que eu percebesse em suas reclamações o desejo de ouvir de mim algum conselho psicológico, não havia muito o que dizer, pois um dos presentes já demonstrava sintomas de que o ambiente de trabalho estava prejudicando sua saúde.

A queixa principal referia-se à forma pela qual seus superiores puniam falhas, menosprezavam problemas de saúde e impunham metas difíceis de serem atingidas. Para agravar o quadro, em sentido oposto, o grupo controlador da empresa tentava difundir uma política de incentivo a ações motivacionais, as quais, na prática, ficavam apenas nos folhetos, nos cartazes e nas ameaças recebidas nas reuniões de departamento.

Não pude evitar perguntar se aquilo era coisa de seus gestores imediatos e se a direção superior tinha conhecimento do que se passava. A resposta foi a já esperada, ou seja, o “patrão” agia da mesma forma. Ainda insisti tentando saber se havia reclamações por parte dos clientes, pois obviamente funcionários descontentes não tem ânimo para serem atenciosos, podendo diminuir o lucro para a empresa. Porém, a empresa pertencia a uma cadeia da área de varejo, cujo diferencial estratégico era focado nos preços baixos. Em outras palavras, o cliente comprava pelo preço e não pelo atendimento.

Nesse ponto imagino que você, leitor, deve ter criado expectativas em relação às minhas críticas sobre a estratégia adotada pela empresa. Lamento decepcioná-lo, mas, se você passa por algo semelhante meu conselho será o mesmo que dei para meus amigos: “se você acredita que é bom no que faz, procure outro emprego pois a empresa não te merece”.

Se a empresa está tendo lucro, mesmo tratando mal seus funcionários, vai continuar tratando mal. Não há recompensa imediata para o “patrão” em mudar sua forma de lidar com a equipe. É certo que a empresa estaria melhor preparada para os momentos de crise se modificasse o clima organizacional. Porém, para tanto, a primeira mudança deveria acontecer na forma de liderar do “Número Um”, ou seja, o patrão.

Meu trabalho é estudar o comportamento do mercado e, para isso, pesquiso programas de MBA, livros que ensinam alcançar o sucesso, consultorias, programas de treinamento, coaching, liderança positiva, entre outros. O que vejo em comum entre todo esse leque de possibilidades é o fato de que os testemunhos geralmente são de empreendedores que estavam passando por dificuldades. Eu não lembro de algum que tenha dito “estava tendo muito lucro, mas percebi que precisava mudar e melhorar a relação com meus funcionários”.

Porém, a coisa é bem diferente se o “dono do negócio” ou, como preferem meus amigos, o “patrão”, já possuir em seu histórico, ou mesmo em sua formação, o conhecimento necessário para promover um ambiente adequado. Provavelmente esse patrão saberá como propiciar um ambiente de trabalho psicologicamente saudável, terá consciência de que o reforço positivo aumenta a eficiência geral, diminuindo o “turnover”, as perdas de produtos, de matéria prima e energia.

Por outro lado, mesmo sem ter experiência ou formação adequada, se o empresário possuir a perspicácia para compreender que a mudança na cultura organizacional começa pela ponta da pirâmide, saberá que ele, mais do que todos, precisa sair da zona de conforto, manter-se em constante treinamento e, se possível, contar com uma boa assessoria.

Dessa forma o “patrão”, além de alcançar melhores resultados financeiros e estabilidade em momentos de crise, estará convivendo com pessoas que amam o que fazem e sentem prazer em ir para o trabalho.

(Alipio Veiga, 2019)

domingo, 7 de abril de 2019

Duas Vidas!

Bom dia maínha.

Está chovendo, hoje!
Os açudes estão sangrando
Esparramando vida pela terra fértil
O mato molhado exala perfume
Animais caminham no pasto
Alimentam-se da grama macia
No frio os bichos se acalmam
Esperando a semente nascer

Bom dia maínha
Você está linda hoje
Mais do que estava ontem
Seus olhos brilham com vida
Os cabelos acariciam seus ombros
Sua pele está mais macia
O rosto sereno é belo
E seus lábios com sorriso discreto
Anunciam a felicidade que cresce

Bom dia chuva
Você está linda hoje
As ondas do mar estão calmas
A areia está serena
Pequenos siris correm em direção ao mar
O córrego está transbordando
Árvores gotejam de folhas molhadas
Pássaros brancos descansam em paz

Bom dia vida
Você está radiante hoje
Mais do que estava ontem
Um perfume discreto de mãe
Sente-se quando você chega
Seu ventre aquece a criança
Dois corações batem juntos
Duas vidas estão unidas
Pelo sangue que alimenta a esperança

Bom dia mamãe!
Você está linda hoje.

(Alipio Veiga, 2008)

O caminho!

Havia uma linha no caminho. Um caminho para se alinhar, Uma linha para se caminhar! Havia um sonho no caminho. Um caminho para se sonhar, Um sonho a se buscar! Havia uma dor no caminho. Uma dor a se superar, No caminho que se vai pegar! Havia esperança no caminho. Esperança de se alcançar, A paz para nos iluminar!
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(Alipio Veiga, 2019)

quinta-feira, 4 de abril de 2019

MESTRADO, MUITO ALÉM DA ACADEMIA!

Como Coordenador dos Programas de Mestrado e Doutorado em uma grande Universidade do Nordeste do Brasil, frequentemente eu era questionado sobre se valia a pena fazer um mestrado. Sem dúvidas, eu respondia que “mestrado é, provavelmente, o melhor investimento que alguém pode fazer para valorizar sua carreira profissional”.

Não há como comparar com outros cursos ou capacitações. O investimento é tão bom que eu chegava a recomendar, aos alunos com orçamento apertado, que vendessem seu carro e usassem o dinheiro para pagar o mestrado, pois em pouco tempo o retorno lhes permitiria voltar a adquirir um carro muito melhor.

Para aqueles que trabalhavam em cargos públicos o retorno seria imediato já que seus salários seriam reajustados para o novo grau acadêmico. Caso o sujeito fosse um “concurseiro” e viesse a ocupar um cargo público, ele já iniciaria na função com acréscimo salarial. Além dessa vantagem financeira, o profissional com diploma de mestrado está automaticamente habilitado para lecionar em qualquer Instituição de Ensino Superior, pública ou particular.

As duas próximas dúvidas sobre mestrado, em geral, são especificamente relacionadas ao mestrado profissional, ou seja, me perguntam se quem faz o mestrado profissional também pode dar aula e entrar num doutorado, assim como quem faz o mestrado acadêmico. A resposta é SIM para as duas questões. O mestrado profissional proporciona o mesmo nível que o mestrado acadêmico, permitindo ao aluno atuar como professor e também vir a entrar em um doutorado.

A partir desse esclarecimento, é obvio que surge a dúvida sobre qual seria, então, a diferença entre os dois tipos de mestrado. A explicação costuma suscitar indagações e inseguranças, mas, em linhas gerais, a resposta é bastante simples, já que o mestrado profissional está mais voltado para pesquisas que resultem em aplicações práticas, enquanto que o acadêmico tem um foco mais estrito, voltado para pesquisas relacionadas a testes de modelos teóricos e reflexões aprofundadas sobre a teoria.

Independentemente de qual tipo se pretenda ingressar, costuma-se dizer que um mestrado muda a pessoa, ou seja, o profissional que termina um curso de mestrado passa a ter uma visão mais ampla dos problemas que envolvem as questões do dia a dia pois capacita o profissional a refletir sobre novas e criativas maneiras de solucionar os mais diversos problemas que enfrenta em seu cotidiano. Poder-se-ia dizer que o método científico é, talvez, a principal estrutura dessa maneira diferenciada de perceber os problemas.

Antes de atuar no Mestrado Profissional em Administração da Universidade Potiguar (Natal-Brasil) eu tive a oportunidade de adquirir experiência no Mestrado Acadêmico em Administração da Universidade de Fortaleza (Brasil). Assim, com a experiência adquirida nesses dois modelos de mestrado me foi possível criar o Mestrado Profissional em Psicologia Organizacional e do Trabalho, o Mestrado Acadêmico em Administração, além do Doutorado em Administração com ênfase em Inovação, todos na Universidade Potiguar.

Enfim, o mestrado é mesmo para quem pensa em dar um grande salto em sua carreira, ou para alguns, o início da realização do sonho de se tornar um doutor. Porém, não pense que é fácil. Durante o curso muitos são os que reclamam. Mas o mestrado é uma conquista totalmente particular e única, já que não existem duas dissertações iguais. Então, quem termina essa jornada fica com a sensação de que o mestrado foi mesmo uma das suas maiores conquistas!


(Alipio Veiga, 2019)

quarta-feira, 27 de março de 2019

OPINIÕES DIVERGENTES SÃO ÚTEIS PARA A EMPRESA.

Faz alguns dias que publiquei uma reflexão sobre porque o líder deve priorizar as relações pessoais (veja em alipioveiga.net). Curiosamente recebi várias manifestações de apoio em privado. Os poucos que deram sua opinião em público foram aqueles que costumam expressar o que pensam sem receio de represálias. Esse quadro me fez perceber um padrão e considerar a possibilidade de estarmos presenciando uma nova forma de promover censura.

Em Psicologia estudamos o controle e contra-controle em várias situações, porém, em grande parte, do ponto de vista da pessoa que, quando é obrigada a fazer algo que lhe é repulsivo, busca estratégias para evitar uma situação desagradável, ou ainda, controlar o controlador. Resumidamente, o contra-controle surge nas ocasiões em que o sujeito está exposto a situações aversivas de controle e tem poucas opções para se esquivar.

Atualmente, felizmente, a liberdade de expressão é protegida por lei na maioria dos países democráticos. Porém os incomodados por essa proteção legal, que desejam censurar as opiniões contrárias às suas, passam a buscar formas de exercer o contra-controle, ou seja, manter a censura.

O que fazer, então?

Recentemente o portal Noticiasaominuto.com comentou o caso no qual a candidata presidencial dos EUA, a Senadora Elizabeth Warren, teria sido censurada pelo Facebook, supostamente, por defender suas ideias contra as gigantes tecnológicas. Vale esclarecer que o Facebook voltou atrás rapidamente retirando a censura.

Em um outro exemplo, percebemos que o Brasil sofre com a intolerância à liberdade de expressão. Por um lado, pela tentativa de desacreditar e controlar a livre imprensa, promovida por militantes de extrema direita e, por outro lado, pelo comportamento de alguns jornalistas de extrema esquerda que tentam criar fatos, ou dar-lhes a indevida relevância, na esperança de confundir a opinião pública.

Em ambos os casos se observa ações de contra-controle, ou seja, a prática da censura contra o direito à opinião e à liberdade de expressão.

No ambiente empresarial os processos de censura também são objeto de contra-controle. Dessa forma, sob a justificativa de que a empresa pode ser comercialmente prejudicada, as opiniões divergentes são entendidas como ameaças, sendo suprimidas usando-se, para tanto, o temor da demissão. Em outras palavras, é censura na prática.

Parece que alguns líderes são incapazes de enxergar que a opinião de seus liderados pode ser uma forma genuína para refletir e melhorar as práticas de gestão, e que essas opiniões não intencionam, com poucas exceções, destruir o negócio ou derrubar seus superiores. Assim, muitos executivos de empresas, sem saber como lidar com pontos de vista divergentes, fazem uso da censura e, até mesmo, substituem aqueles que expressam opiniões diferentes das suas.

Fica a reflexão: É, no mínimo, contraditório a empresa querer estimular a inovação, ao mesmo tempo em que não sabe conviver com a criatividade e liberdade de expressão de seus funcionários.


Alipio Veiga (março/2019)